terça-feira, 11 de maio de 2010

Previdência: nova tábua de expectativa pode fazer subir tempo de contribuição


A nova tábua de expectativa de vida a ser adotada nos planos de previdência privada deve aumentar o tempo de contribuição do beneficiário. No novo modelo, o tempo de vida do brasileiro é maior. Assim, para conseguir a mesma rentabilidade obtida com o modelo norte-americano, utilizado até então, o contribuinte deverá pagar de um a seis meses a mais, sendo que as mulheres devem ser as mais atingidas.A nova tábua é um avanço, por refletir a realidade brasileira e ser mais dinâmica, já que terá atualizações periódicas.Para se ter uma ideia, no cálculo de uma renda vitalícia para homens aos 60 anos de idade, com reserva acumulada de R$ 100 mil na data da aposentadoria e garantia de 3% de taxa de juros, o valor recebido atualmente seria de R$ 500,13. Já considerando a nova tábua, este valor cairia para R$ 488,74, uma diferença de 2,28%.Lançada pela Susep (Superintendência de Seguros Privados) e pela Fenaprevi no último dia 18, a nova tábua, batizada de BR-EMS, é a primeira tábua atuarial brasileira. Seu objetivo é apontar a expectativa de vida e mortalidade da população, porém, as seguradoras não são obrigadas a adotá-la.
A tábua foi desenvolvida nos últimos dois anos pelo departamento de matemática aplicada da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) com a coordenação da Comissão Autarial da Fenaprevi.
Os dados utilizados são dos anos de 2004, 2005 e 2006 e foram fornecidos por 23 seguradoras, que respondem por 95% do mercado de vida e previdência complementar nacional.